GUE/NGL realiza conferência em Bruxelas com a participação da URAP

GUE NGL Jan2019 s1“(…) A extrema-direita e o fascismo – que foram derrotados pela luta dos povos no século XX – estão a surgir de novo na Europa, ao mesmo tempo que o anti-comunismo e a falsificação da História estão a assumir cada vez mais um carácter ‘institucionalizado’, incluindo na própria União Europeia”, disse o representante da URAP na conferência “Resistência Local contra a Extrema-Direita na Europa”.

Francisco Canelas esteve a convite do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde, dia 30 de Janeiro, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, onde decorreu a conferência com a participação ainda de delegações da Alemanha, Áustria, França, Itália, Hungria, Polónia, Finlândia, Grécia, Croácia, Bélgica, Espanha, Galiza e Letónia.

Além de expor a situação existente em Portugal, nomeadamente a crescente visibilidade dada pela comunicação social a grupelhos fascistas, partilhou a sua experiência no combate diário a estes e ao seu ideário, sempre na defesa dos valores democráticos de Abril, além de receber notas das actividades e experiências de outras organizações europeias.

GUE NGL Jan2019 s2“Em diversos países, forças de extrema-direita – e os seus valores retrógrados – são promovidas pelos grandes órgãos de comunicação social dominados pelos grandes interesses económicos, alcançando importantes resultados eleitorais, sendo que algumas daquelas forças participam já em governos”, afirmou.

Referindo-se a Portugal, Canelas lembrou que “o facto de ter vivido 48 de ditadura fascista e ter realizado uma revolução com profundas raízes populares e que foi responsável por profundas transformações democráticas, faz com que tenha, de certa forma e até ao momento, passado à margem destes fenómenos”.

“Também nós na URAP consideramos que as forças e interesses dominantes da União Europeia não podem conter esta ameaça, porque são precisamente as suas políticas que as promovem e alimentam. Também nós consideramos ser verdadeira a asserção de que´só as forças do progresso, as forças que lutam pelos direitos laborais e sociais, bem como pela soberania dos povos, podem ser o bastião da resistência à extrema-direita e ao fascismo´ e de que só através do fortalecimento daquelas será possível travar-lhes o passo”, disse.

“A URAP não deixa cair no esquecimento a luta de milhares de antifascistas que dedicaram as suas vidas, e muitos entregue a própria vida, pela liberdade dos seus povos. Para além deste importante trabalho de combate à revisão da História, a URAP tem tido activa participação na solidariedade com os povos que lutam pela sua soberania, pela democracia, pela paz”, garantiu.

Na conferência, Francisco Canelas congratulou-se com a iniciativa, apelou à unidade de todas as forças democráticas e relatou as principais actividades que a URAP tem pela frente, para afirmar que “a acção da URAP é necessária, porque o combate ao perigo do fascismo, com velhas e novas ‘roupagens’, exige que não se ignorem as lições da História”.

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