Aniversário do Nascimento de Fidel Castro

Hoje 13 de Setembro celebramos a vida de Fidel Castro porque ele continua vivo na memória e na vida do povo cubano, dos outros povos da América Latina e em todos os países em que a cooperação e a solidariedade cubanas de manifestaram.

Fidel fica e ficará na História de Cuba, da América Latina e na de todos os povos que lutaram pela dignificação do Homem, como símbolo da luta anti-colonialista e anti-imperialista.

Combatente pela libertação de Cuba da tirania de Baptista, ao chegar ao poder cumpre o programa de Moncada com os objetivos que definiu na sua defesa em tribunal : é feita a Reforma Agrária e nacionalizadas  empresas norte-americanas que sabotavam a economia cubana.

Fidel inspirou o seu povo a resistir à invasão mercenária organizada pela administração norte-americana, mobilizou o povo cubano para eliminar o analfabetismo em apenas um ano, apelando a toda a população para que fosse por todo o país alfabetizar, incorporando nesta batalha de alfabetização, jovens, quase meninos, alguns vítimas de terroristas infiltrados no país.

O direito à saúde, ao ensino e à cultura é assegurado e consagrado na Constituição.

Embora instaurado o mais longo bloqueio da História – que ainda se mantém – a solidariedade internacionalista manifestou-se desde os primeiros anos da revolução cubana, com o envio de soldados para apoio ao governo da Argélia.

Mais tarde, milhares de cubanos atravessariam o Atlântico para apoiarem a luta pela independência em Angola, tendo sido decisiva a sua intervenção para a derrota do Apartheid, na batalha de Cuito-Canavale  orienrada por Fidel, desde Havana.

O Presidente Boutflika da Argélia dizia que Fidel tinha a capacidade de  viajar ao futuro e regressar para explicá-lo e essa extraordinária visão estratégica explica que tenha sido o primeiro chefe de Estado a manifestar preocupações sobre o ambiente e a conservação da terra.

Em 1989, prevendo a possível desaparição da URSS, afirmou que mesmo nessa circunstância, Cuba continuaria a defender o socialismo.

A sua profunda honestidade, a preocupação em falar verdade ao povo, a coerência da sua conduta, a confiança que inspirava, porque sempre falava a verdade, explica a resistência deste povo durante o período especial em tempo de paz, após a queda dos países socialistas da Europa, em tempos em que as dificuldades de abastecimento eram enormes, em que havia “apagones” de energia elétrica com a duração de 16 ou até 20 horas por dia mas em que nunca falhou a assistência na saúde nem foi fechada uma única escola ou outro estabelecimento de ensino.

O exemplo de Cuba frutificou na América Latina, tendo sido possível a criação de estruturas de cooperação e desenvolvimento que abrangem as Caraíbas.

Apesar da atual ofensiva do imperialismo na América do Sul e Central, que não se dirige apenas contra a Venezuela, não serão destruídos os progressos realizados e estes países não voltarão a ser o pátio traseiro dos EUA!

Fidel,” ardente profeta da aurora” como lhe chamou o Che, permanece vivo, como Bolívar e Marti e esta  revolução que “nasceu das entranhas do povo, que se alimenta das entranhas do povo  é viva, vigorosa e indestrutível!”

Honraremos Fidel e a revolução cubana e seremos solidários com a luta pela libertação de todos os povos da América Latina!

Ler artigo em: Associação de Amizade – Portugal/Cuba: Home http://bit.ly/2wTjKKq

Anúncios