Um futuro com menos eucaliptos – Verdes na origem da mudança

A proposta, que contou com importantes contributos dos Verdes, vem não só travar a expansão do eucalipto no nosso país, como ainda impõe uma redução gradual e progressiva da área de plantação desta espécie, um imperativo que se impunha, sobretudo depois da completa liberalização promovida pelo governo PSD/CDS.

Dos vários contributos dos Verdes destacam-se, nomeadamente a impossibilidade de plantação de novas áreas de eucalipto, com exceção de casos por compensação, que permitem a recuperação de áreas abandonadas e degradadas, nomeadamente com espécies autóctones; condicionar toda e qualquer replantação a autorização pelo ICNF, o que visa também permitir uma melhor gestão e ordenamento florestal, atendendo nomeadamente aos riscos de incêndio e ainda o fim do deferimento tácito para o eucalipto.

A aprovação deste diploma, representou o culminar de um longo processo, que envolveu várias reuniões dos Verdes com o Governo e que teve início, há cerca de ano e meio, nas conversões mantidas com o PS quando se discutiu a nova solução Governativa.

Em boa hora, portanto, Os Verdes incluíram a necessidade de travar a expansão da área de eucalipto, nos elementos centrais da posição conjunta que estabeleceram com o PS.

Apesar de considerarmos que se podia ter ido mais longe, não podemos deixar de nos congratular pelo facto dos Verdes terem colocado a Floresta no centro da agenda politica, o que obrigou a variadíssimas discussões e audições, dentro e fora da Assembleia da República e sobretudo porque conseguimos colocar um travão na área de expansão do eucalipto no nosso País.

O Partido Ecologista “Os Verdes” | 20 de julho de 2017

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