Foro de São Paulo, ator político na América Latina

foro sao paolo«Mais de um quarto de século após a sua criação, o Foro de São Paulo continua sendo um ator político fundamental na América Latina e no Caribe», disse o membro do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC)e do secretariado, José Ramon Balaguer Cabrera, falando no domingo 16, na abertura das sessões do 23º Encontro desta entidade, que reúne movimentos progressistas e de esquerda na região.

O foro, que começou em 1990, a partir de uma ideia do gênio do líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é um espaço para a «coordenação de experiências» e «construir alternativas políticas», acrescentou Balaguer .

Mais de 300 delegados e convidados de 32 países do mundo irão debater até a próxima terça-feira, 18 de julho, em Manágua, acerca dos desafios da esquerda e formas de continuar as transformações iniciadas na região.

Também o chefe do departamento das Relações Internacionais do PCC enfatizou a importância da aprovação do ‘Consenso de Nossa América’, o primeiro documento programático emitido pelo Foro.

O texto, segundo Balaguer, não deve ser interpretado como um manual ou um conjunto de teses que regulamentem a atividade revolucionária. «É uma proposta do Foro de São Paulo que parte da lógica que ninguém conhece melhor as realidades concretas dos respectivos processos, dos que essas forças políticas que são atores principais».

Denunciou o uso de métodos de Guerra Não convencional, com uma progressiva utilização da violência, como parte da contra-ofensiva para varrer as conquistas dos povos nos últimos anos, especialmente no caso da Venezuela.

O político cubano elogiou os desenvolvimentos políticos na Nicarágua, com a esmagadora reeleição da Frente Sandinista nas eleições de novembro do ano passado, e os resultados do segundo turno no Equador e o desempenho do Movimento ao Socialismo na Bolívia, com Evo Morales à cabeça.

Expressou sua solidariedade com o povo irmão brasileiro que enfrenta o desmantelamento das conquistas sociais alcançados pelos dois governos do Partido dos Trabalhadores (PT). «Chegue nossa mensagem fraternal aos companheiros Lula e Dilma Rousseff», disse.

Saudou igualmente a presença no foro do lutador porto-riquenho pela independência Oscar López Rivera e expressou seu apoio à justa causa do povo porto-riquenho.

Disse que os Estados Unidos não desistem de tentar ajoelhar a Revolução, mas manteve os princípios do povo cubano de independência ou morte.

Balaguer lembrou aos presentes que este é o primeiro Foro sem a presença física do Comandante-em-Chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro. Nesse sentido, citou as palavras de Raul na sessão recentemente concluída da Assembleia Nacional do Poder Popular: «vamos propor-nos a determinação de enfrentar os novos desafios sob a orientação de seu exemplo, a intransigência revolucionária e a permanente fé na vitória».

Por iniciativa da secretária executiva do Foro de São Paulo, Mônica Valente, o público prestou homenagem a Fidel.

Valente apontou que não são poucos ou pequenos os desafios que o Foro tem pela frente. «Nós nos juntamos na capacidade de construir o futuro e sonhar com uma nova América Latina e o Caribe com desenvolvimento, justiça social e soberania», precisou.

(Granma)

Ler artigo em: Cubadebate (Português) http://bit.ly/2vw4SRO

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