Apoio popular na Venezuela, arma contra a violência do capital

Continua a cruzada imperialista contra a Venezuela e o seu governo eleito pelo povo.
Não por estarem em causa nem a democracia nem os direitos humanos. Obviamente, nunca os EUA e o imperialismo agrediram países que tivessem ditaduras ou violassem direitos humanos. NUNCA. Mas SEMPRE lutaram contra governos que serviam os interesses do povo e com este se identificavam. É deixar falar a história e ter tempo para a ouvir.

Entretanto a violência vai fazendo o seu caminho, com variações tácticas, e com a “imprensa livre” a falsear realidade.

Agora, EUA dizem que vão procurar o apoio da UE para endurecer políticas contra a Venezuela.
É mentira. A UE é “pau mandado” dos EUA. Quando o que está em causa é o derrube de um governo que serve o povo, não são contradições internas do capitalismo que criam divisões entre capitalistas. Não. Para derrubar experiências de natureza socialista e manter o capitalismo, estarão todos juntos. É um artifício de propaganda. A UE sempre esteve e estará do lado do grande capital.

O Papa Francisco, ontem, dia 2/7, a propósito da celebração do dia da independência da Venezuela – 5/7 –, pediu uma solução pacífica e democrática para a Venezuela.

Pacífica, é a via do diálogo, que o governo sempre propõe e as oposições rejeitam. Pacífica, é o contrário da violência do capitalismo, que não tem limites (a História também pode falar).

Democrática é a solução que o Papa e o povo da Venezuela sempre defenderam e repetidamente propuseram. Sempre o Papa falou na necessidade de um calendário que respeite a Constituição da República. Sempre o povo venezuelano seguiu os ditames da sua Constituição.

Só um governo com políticas a favor do povo e com o apoio da grande maioria do povo tem conseguido enfrentar o poder do capital e a sua arma natural – a violência feroz.
E só com o apoio popular a Venezuela poderá vencer.

Artigo de opinião | Rui Barreiros | Núcleo da AAPC de Coimbra

 

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