Ação de Solidariedade com o Povo da Venezuela

Várias centenas de pessoas participaram hoje numa “ação de solidariedade com o povo da Venezuela”, organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) com apoio da embaixada venezuelana.

A “ação de solidariedade”, apoiada pela Embaixada da Venezuela em Portugal, foi promovida, segundo o CPPC, para “expressar apoio às forças progressistas” venezuelanas, alvo de “um golpe antidemocrático” que visa a “recuperação do domínio dos Estados Unidos”, “posto em causa com os processos progressistas na América Latina”.

A manifestação, na qual participaram dirigentes políticos e sindicais, entre os quais a presidente do CPPC e candidata da CDU à Câmara Municipal do Porto, Ilda Figueiredo, e o líder parlamentar do Partido Comunista Português (PCP), João Oliveira, seguiu-se a um “ato protocolar” de comemoração do Dia da Independência da Venezuela junto à estátua de Simon Bolívar, na Avenida da Liberdade.

No ato protocolar que antecedeu o protesto, o embaixador da Venezuela em Lisboa, Lucas Rincón Romero, afirmou “a determinação” dos venezuelanos “na independência” e, sublinhando a “legitimidade constitucional” do presidente, Nicolas Maduro, enalteceu o “apoio constitucional e popular à paz” na Venezuela.

“Hasta la Victoria, siempre!”, disse, ao concluir a intervenção e declarar terminado o ato protocolar, no qual participaram representantes da Câmara Municipal de Lisboa e a Banda do Exército, que tocou os hinos nacionais dos dois países.

Após os hinos, e enquanto as entidades oficiais e a banda abandonavam o local, os manifestantes gritaram palavras de ordem como “Venezuela vencerá” e “Viva Maduro”.

Na sua intervenção, muito aplaudida pelos manifestantes, Ilda Figueiredo lamentou a “fase difícil” que a Venezuela atravessa e que “visa paralisar a atividade legítima do Governo”, vítima de “um golpe fascista” promovida por “grupos reacionários e de extrema-direita” que “tentam lançar o caos no país”.

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