O peido que o Sobral disse que ia dar e não deu… dei-o eu!

O peido prometido fez correr rios de tinta e fazer surgir textos de qualidade de “primeira água”. Depois veio Sobral pedir desculpas e retirar o peido. Eu não retiro o meu, que ontem assumiu outra forma, mais subliminar e, sem odor de traque, deixou larga ambiguidade.Assim, questionou-me a Catarina:

«Estou aqui há que tempos a tentar decifrar o significado deste título e estou com uma certa dificuldade. Gostaria de me explicar, Rogério?! : )) Faz de contas que sou uma aluna do 6º ano! : )
Através de alguns blogues fiquei a saber que foi organizado um concerto a favor das vítimas de Pedrógão, e que, atendendo ao pouco tempo que tiveram para planear, foi um concerto muito bom e que angariaram bastante dinheiro. Muitos artistas famosos participaram e atuaram pro bono.
E a sua opinião foi que….»

Resposta minha, fazendo de conta que ela ainda é menina de escola:
Dizia eu em titulo “Fosse o acesso, o desempenho e o contributo, condicionados aos sócios dos bombeiros e o serão teria sido uma desilusão”. O título pressupõe o conhecimento da situação dos bombeiros, da penúnia dos seus rendimentos, da escassêz dos seus meios, das vezes que fazem peditórios de rua, das rifas para angariar fundos para aquirir isto ou aquilo. No seu todo, o título coloca a incoerência entre a multidão que se mobilizou solidária e a multidão que não tem, e não tem certamente, a postura cívica de contribuir para qualquer corporação dos “soldados da paz”.
Assim,

  • se a venda de bilhetes fosse se feita apenas a associados dos bombeiros, o MEO Arena estaria meio vazio;
  • se os artistas convidados só pudessem participar comprovando ter as cotas em dia, seria reduzido o elenco;
  • se só fossem aceites donativos, a quem apresentasse semelhante prova, o pecúlio recolhido seria bem reduzido.

Entendido?

Este artigo encontra-se em: CONVERSA AVINAGRADA http://bit.ly/2sj0qIS

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