Venezuela: jornalismo e cumplicidade

Como classificar indivíduos que tendo conhecimento de crimes cometidos, não só não os comunicam, situação agravada se profissionalmente isso lhes fosse devido e ainda pior ao transformarem as vítimas em criminosos e estes em vítimas?

Diríamos que se tornariam cúmplices dos criminosos, deveriam ser julgados não só por obstrução à justiça, mas condenados por cumplicidade. Falamos da opinião pública e estes indivíduos que na prática ficam ligados a bando criminosos, são jornalistas.
Sim, vê-se ouve-se, lê-se, não se pode ignorar. Nas redes de informação não controlada pelos interesses do grande capital, do imperialismo e seus agentes está disponível tudo o que é necessário para repor a verdade. As posições do governo venezuelano e as decisões de tribunais são ignoradas. Os media transformam em heróis cobardes assassinos e torcionários. Gente que em qualquer país seria considerada criminosa ou mesmo terrorista, atuando na Venezuela passa a ser glorificada e considerada “preso político”.
Thierry Deronne escreve: “Como os media inventam a “repressão” na Venezuela” (http://bit.ly/2qwomYh). O grande acervo de documentação deste texto evidencia a realidade venezuelana e podemos avaliar a que ponto o jornalismo se tornou agente de criminosos. Não eles não podem nem contestar estas fontes nem dizer que as ignoravam, são boa parte doc. da própria direita.
São revelados nomes de jovens chavistas mortos pelos mercenários fascistas, que os media depois consideram vítimas da “ditadura”. Há decisões de tribunais ignoradas. A Reuters veio desculpar-se por ter apresentado um vídeo como sendo uma agressão da polícia, quando esta auxiliava um operador de câmara ferido pelos bandos da oposição.
Documentos dos EUA mostram como foram entregues 5,5 milhões de dólares para financiar a oposição de direita para: “uma agenda comum, que inclui um cenário duro, combinando ações de rua e dosificando o emprego da violência a partir da perspetiva de cerco e asfixia.” (doc. do Almirante Kurt Tidd, chefe do comando Sul, para o Senado).
O que está em causa não é democracia, os bandos a soldo da oposição e do imperialismo, agem como tropa de choque fascista, à maneira das SA nazis. A alternativa ao governo bolivariano não é uma democracia oligárquica à maneira europeia, é a instauração do terror fascista, mesmo com máscara democrática, como na Colômbia submetida ao terror dos paramilitares (como está a ser apesar do “acordo de paz).
Os media foram arregimentados para este processo, preparando a opinião pública para todos os crimes que se preparam para cometer.
Não jornalistas, não sorriam para nós. Paul Craig Roberts chama-lhes “presstitutos” e diz-nos “eles só dizem mentiras”. Atílio Boron concita-nos: “Venezuela, não nos calemos, digamos a verdade” (http://bit.ly/2rgzaGZ) e “Venezuela, mergulhada na guerra civil” (http://bit.ly/2qwCp01).Ramón Pedregal Casanova, fala da “Guerra desinformativa contra o governo bolivariano”. (http://bit.ly/2qwKt0G).

Este artigo encontra-se em: FOICEBOOK http://bit.ly/2rgKzXl

Anúncios