Abençoadas palavras!

Nem todas as palavras serão abençoadas. Algumas o são, Se para tal (o)usasse a minha humana condição escolheria estas, acabadas de ler:

 – Edição Nº2268  –  18-5-2017

As três vitórias

(… passo adiante o trecho inicial para depressa chegar às abençoadas palavras, não por menos mérito das que não são citadas e preencheriam este espaço “em branco” entre reticências e parênteses …)

Do mesmo lado
De qualquer modo, fixemo-nos neste último facto, a vinda de Francisco, aqui arrolado como vitória nacional e, como se justificava, com intensa cobertura pela TV. Por muito que tenhamos tido gosto na visita, convém reconhecer que o Papa utilizou a vinda a Fátima não apenas para acrescer mais dois santos à Igreja que lidera, mas também para mais uma vez orar pela Paz no mundo. Sem surpresa: a Paz e a veemente condenação de um modelo social que assenta na pobreza de milhões para proveito de milhares têm sido os temas dominantes das intervenções do Papa, tantas vezes e de tal modo que lhe granjearam a pública reprovação de muitos e a surda hostilidade de uns quantos. E não tente ninguém, farisaicamente, sustentar que o combate de Francisco em favor da Paz e contra a exploração de muitos por alguns (os marxistas dizem isto de outro modo, bem se sabe) foi irrelevante para a maré alta de presenças em Fátima nos passados dias 12 e 13: telespectadores que somos, vimos e ouvimos muitos depoimentos de gente grata ao Papa pelas suas palavras em favor da Paz e da efectiva fraternidade que exclui as injustiças sociais. Assim, os que lutam por um futuro diferente e justo tiveram mais uma vez a confirmação de que Francisco está do seu lado, ainda que porventura de outro modo. E agradecem-lhe pela condição de factual aliado.

Correia da Fonseca 

Este artigo encontra-se em: anónimo séc. xxi http://bit.ly/2qBYRTQ

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